A Igreja Perdendo a sua Identidade.

Identidade cristã – Cuide dela para não perder.

INTRODUÇÃO: A Bíblia fala a respeito dos discípulos que foram chamados de “cristãos”. Isso estava ligado ao modo deles falarem, agirem e testemunharem, “E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26, RC95).

Cristão é uma pessoa que é influenciada, pertence e professa a doutrina de Jesus Cristo. Devendo, portanto, ser fiel às Escrituras Sagradas, pois são elas que testificam de Jesus, Jo 5:39.

O próprio Jesus afirmou: “se permanecerdes nas minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:31-32).

TRANSIÇÃO: O texto básico mostra-nos que a vida cristã é relacional. Tanto em nível vertical, quanto horizontal, isto é, com as pessoas às quais vemos e com Deus a quem servimos, sendo fundamentada no amor (compare 2:5 com 1:6, 7 e 2:9).

Estar nele tem como ato seqüente andar nele. Jesus deve ser o referencial de todos aqueles que servem a Deus, “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15, RC95); “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pedro 2:21, RC95)

No entanto, muitos perderam o gosto, a paixão, o amor e o zelo e já não andam mais com Ele. São muitos os que se enquadram na advertência de Jesus à igreja em Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Apocalipse 2:4-5, RC95).

O que leva uma pessoa cristã a perder sua identidade?

I – A INDEFINIÇÃO QUANTO A SUA REALIDADE EM CRISTO

Aquele que está em Cristo é nova criatura, conseqüentemente sua vida precisa ser pautada de um novo horizonte, 2 Co 5:17. Paulo falou aos Colossenses que se alguém ressuscitou com Cristo precisa buscar as coisas do céu, Cl 3:1, inclusive viver pensando nas coisas celestiais, Cl 3:2, e conforme Tiago declarou é donde procede toda boa dádiva e todo dom perfeito, Tg 1:17.

Paulo deixou-nos um exemplo de alguém definido, que sabia o que queria e onde almejava chegar e, superava as circunstâncias não importando quais fossem, “por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2 Timóteo 1:12, RC95).

Aos Romanos ele mostrou sua convicção quanto ao Evangelho, uma vez que havia sido por muito tempo um de seus opositores, perseguindo com ardente zelo, agora com muita determinação afirmava: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Romanos 1:16, RC95).

Indefinição é estado ou atitude de quem não se define. Paulo disse que aquele que tem dúvida no comer, se comer está pecando: “Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23, RC95). Em resumo: tudo o que você faz sem fé é pecado, inclusive, as orações: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:6-8, RC95). Coração dobre é indefinição.

II – A NÃO VALORIZAÇÃO DE SUAS CONQUISTAS

Quantas coisas foram conquistadas, inclusive com muito esforço e passado um período de tempo, se descuidou e começou a tratar como algo comum.

Cuide bem da sua fé – Ela é seu maior bem, inclusive sem ela não se poderá agradar a Deus, Hb 11:6. E também por ela o justo vive e alcança as promessas de Deus: “Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Hebreus 10:35-40, RC95).

Cuide bem do seu coração – “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Provérbios 4:23, RC95). Não se embriague com vinho, mas mantenha-o cheio do Espírito Santo, falando em línguas, cantando e salmodiando ao Senhor com ações de graças.

Aquele que alcança o favor de Deus e possui a vida eterna, precisa entender que alcançou uma jóia rara, um tesouro incomparável. Isto exige que seja valorizada. Não negocie a eternidade. Para que pudéssemos ter direito ao céu, Deus deu o melhor que possuía, Seu Filho unigênito, que sofreu e morreu em nosso lugar. Isto não pode se tornar algo comum! Isso é tremendo!

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:1-10, RC95)

O filho pródigo começou achar comum e até chata a vida na casa de seu pai e permitiu que seu coração se enchesse de um maldito espírito aventureiro, que o levou a pedir ao seu pai a parte da herança que tinha, num momento inoportuno, pois seu pai ainda vivia. O pai, com o coração doendo, deu ao filho o que pedia. O filho saiu e foi se aventurar, até que perdeu tudo o que achava que tinha.

Valorize o que você tem! Você é importante para Deus, mas muito mais importante é Deus para você!

III – A FALTA DE CONSCIÊNCIA QUANTO ÀS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS

Jesus afirmou que, uma pessoa que experimentou a libertação e volta atrás, se tornará pior do que era: “E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então, diz: Voltarei para a minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má” (Mateus 12:43-45, RC95).

Muitos não têm coragem de abandonarem a Igreja, devido a manter uma postura externa, mas acabam indo de denominação a denominação sem, contudo, experimentarem o verdadeiro sabor da comunhão cristã. São, na verdade, pessoas apóstatas ou que preferem ficar carregando um pecado oculto no coração.

Deus olha do céu, vê um povo infeliz, sem esperança, mas Ele quer um povo que saiba que Ele é galardoador dos fiéis e que reserva vingança contra os infiéis. Muitos estão vivendo como barco a vela, sem o vento propício para conduzi-los. Mas Ele soprará. Fará que se levante um vento forte, as velas serão infladas com o vento e o Seu Espírito há de impulsionar as suas vidas para diante!

Todos se regozijarão em Deus e louvarão o Seu Nome!

Nada podemos fazer para o Seu Reino, com o nosso esforço próprio. Ele quer a nossa submissão. Todos os nossos esforços sem a interferência de Deus serão simplesmente infrutíferos. O amor é a contribuição única e eloqüente que podemos dar para que Ele aperfeiçoe a nossa alma, João 14:23.

Foto igreja brasileira precisa recuperar a sua identidade show teem que parar

A igreja brasileira precisa recuperar sua identidade.

Pontos de Crise –

1) – Sabemos que uma das graves deficiências é precisamente a precária apresentação de Jesus Cristo e da boa-nova por Ele anunciada e vivida.

Por isso mesmo, o povo evangélico vem sofrendo uma “fome crônica” do Evangelho. A rica religiosidade de nossa gente não é suficiente para matar a fome, nem saciar a sede da Palavra viva de Deus. Mal alimentado com o leite ralo de uma evangelização frequentemente superficial e fragmentada, o povo encontra-se subnutrido também em relação ao alimento da Palavra de Deus. As pregações são apresentadas com uma orientação cristológica inadequada. Apresenta-se um Cristo distante, perdido num emaranhado de palavras e de idéias incompreensíveis: trata-se de uma apresentação incapaz de “tocar” o coração das pessoas e incapaz de provocar uma verdadeira conversão pessoal e comunitária, pois o Cristo apresentado é primeiramente religioso, desvinculado da vivência cotidiana, da história do povo.

“ Com isso temos uma igreja perdida em sua identidade”.

Muitos estão a perguntar: o que é a igreja?

Essa é a questão não resolvida para o protestantismo, desde os dias da Reforma.

Para muitos a igreja é :

– casa de oração;

– casa de entretenimento;

– clube social;

– partido politico;

E hoje, para muitos, um pouco de tudo isso, pois a igreja se tornou uma casa de show.

Por conta da perda da identidade, a igreja se distancia de suas essências e de sua história. Hoje, a igreja é gerida por fundamentos muitos mais externos que internos. Com isso, ela é mais mística, mais mágica que espiritual, pois se utiliza de artifícios cada vez mais profundos no sentido do entretenimento, pois tudo gira em torno do “show”. Isso é fruto do gospel americano. Os brasileiros, assim como em todo o mundo evangélico, foram levados por essa “onda”, em meio a essa crise de identidade. O gospel americano tem sua história. Poucos foram os líderes que foram buscar as bases desse movimento. Com isso, tudo o que recebemos foi uma avalanche de mudanças que foram desastrosas para nossas bases históricas. Com o movimento gospel nascem formas de cultos que transformam o cenário religioso do país. A igreja ganhou força na música e a liturgia se transformou, pois outros elementos foram acrescentados. Nasceu a figura do líder de louvor, dividindo a liderança do culto juntamente com o pastor. Com o tempo, o pastor passou a ser mais um no culto, pois com a explosão gospel a música se tornou o grande foco. A pregação da Palavra ficou em segundo plano. Com o gospel, surge o segundo ponto de crise: o pastor profissional.

 

2) – A igreja como sujeito da história não quis ficar para trás na modernidade.

Com o avanço do gospel, elementos de religiosidade se tornam produtos: a música, o fiel, o culto, o sagrado, todos são elementos a serem explorados, pois o gospel dá à igreja elementos para concorrer no mercado religioso. O gospel transforma a igreja em mercado, e um mercado muito lucrativo e pouco explorado. Com esse mercado a vista, nasce a figura do “pastor profissional”, ou seja, o homem de Deus capacitado para orientar e administrar esse mercado.

O que muitos não esperavam que com esse mercado é que a igreja sofreria grandes transformações, pois com isso nasce a igreja como entretenimento, com uma roupagem nova, “mais moderna”. O gospel trouxe a linguagem comercial para a igreja, e com isso a igreja, além de ser uma fonte de entretenimento, também se tornou comercial: os fiéis agora são clientes a serem conquistados, a serem alcançados, pois cada cliente novo é sinônimo de crescimento. As igrejas ganharam metas a serem atingidas, e o que era um sacerdócio agora é um mercado. Com isso nasce a igreja para divertir.

É o evangelho para divertir, é o evangelho da vitória, é o evangelho do milagre, da benção. Todo o discurso vem de encontro ao “cliente”. Tudo é produzido para o lazer e nada melhor do que a música para esse lazer ficar completo.

Com isso, a igreja evolui fora do religioso: temos o nascimento de um dos pontos mais sérios dentro da crise de identidade do cristianismo brasileiro. Com tantas transformações nasce a secularização, pois o secularismo ensina a igreja que não há limites para se atingir seus alvos. Temos, assim, uma igreja pragmática, materialista, consumista, e acima de tudo sem definição, sem forças para definir o que é sagrado, o que é profano. O materialismo faz com que a igreja perca seu referencial humano, pois o humano é uma pedra para quem quer avançar no contexto da competição, pois o mercado é desumano.

O amor ao próximo retorna ao mero discurso. O sagrado só tem significância na mediação do espetáculo religioso.

O duo consumo-entretenimento é o aspecto conformado da cultura do mercado. A igreja agora é casa de “espetáculo”, é preciso consumir, mas também ser feliz, ser vitorioso, e com isso vem a busca desenfreada pelo material. E isso é conquistado com desafios materiais, ou seja, quando mais você der, mais Deus vai lhe retribuir. Igreja, culto, música, pastores, bíblias são hoje fontes de mercado, e todo contexto transformou cada elemento do culto em um produto de consumo nesse imenso fast-food da fé. A barganha é a moeda de troca para aqueles que querem ser felizes com Jesus.

Nasce o culto aos números, à aparência, aos elementos materiais, pois um povo vencedor com Jesus tem dinheiro, se veste bem, tem bons carros, mora em um bom imóvel, se fica doente Jesus cura, pois tudo é vitória em Cristo, desde que você esteja sempre com algo nas mãos para “barganhar” com Deus.

Com isso, os números são importantes, pois o povo, os ouvintes, são consumidores do mercado gospel. Sem perceber a perda de identidade, os pastores profissionais transformaram suas igrejas em uma “franquia” do céu.

O cristianismo verdadeiro, essencial, com sua história, fica no passado. Agora temos uma nova igreja. A igreja mercantilista contemporânea. Com o avanço do gospel, também temos o avanço da teologia da prosperidade, que se tornou o discurso do mercado gospel.

Nasce assim a igreja movida pelos tele-pastores e seus produtos para a felicidade: são livros, cds, óleo e até homens e mulheres a serem conquistados como produtos para uma verdadeira felicidade.

Na teologia da prosperidade tudo é rápido, pois quem “paga” não pode esperar. Sem perceber, tudo se tornou líquido. Nada pede aprofundamento, tudo tem que ter emoção e lágrimas, porém nada precisa ser fundamentado na Palavra de Deus.

Temos o louvorzão em forma de shows gospel; as grandes cruzadas, onde o espetáculo é o grande foco, pois para alimentar tudo isso é preciso de mídia e acima de tudo muito dinheiro. No gospel o grande patrocinador é a teologia da prosperidade, pois num mercado onde fiéis são consumidores, o dinheiro é o grande veículo da benção. Nesse processo, o dinheiro se torna personagem principal em toda mídia quando a notícia é o mundo gospel e seus líderes.

A igreja “moderna” sucumbiu diante das tentações do mundo. O que Cristo recusou e rebateu com a Palavra em sua tentação no deserto, hoje muitos líderes e seus ministérios aceitam e praticam: o cristianismo do espetáculo.

O cristianismo onde Cristo é a marca registrada, é o produto a ser explorado.

O cristianismo onde a pessoa de Cristo nada tem haver com o ser humano. O grande interesse é mercadológico, e diversos produtos ganham suas versões cristológicas: é agua, é refrigerante, perfume, roupas, salames, queijo etc.

A igreja se insere no gospel sem perceber que o mercantilismo leva a igreja para um grande laço, pois dentro desse mercado o importante é o lucro, e lucro desenfreado e desumano, pois transforma o ser humano em um produto a ser explorado.

3) – Porque o $how tem que parar ?

Porque no show não há compromisso, tudo é líquido, não há fundamentação. A igreja não quer perder, quer estar em competição com o mundo. Muitos são os líderes que se perderam nesta ganância desenfreada no mercado gospel.

“Que relação tem um pastor que coleciona cavalos de raça e a bíblia?”

O mercado é desumano, porque sua essência está na competição. Não há espaço para misericórdia, amor, pontos centrais da cultura cristã.

A igreja de Cristo se fundamenta na humanidade, pois o próprio Cristo se fez ser humano e habitou no meio de nós.

“Cristianismo e luxo são palavras antônimas”.

A igreja precisa responder ao sofrimento do mundo, mas com armas espirituais. A igreja deve ser voz profética em meio ao caos humano. A igreja tem a mensagem de esperança, para isso seus líderes precisam ser conhecidos pela sua simplicidade, pelo seu carisma, pelo seu conhecimento, por seus atos de fé e solidariedade em prol dos pobres e dos que sofrem.

Onde o pecado abunda, a Graça de Deus transforma. Essa é a mensagem do Evangelho.

A igreja tem que assumir sua responsabilidade social. Precisamos ser reconhecidos por uma fé cidadã. A igreja precisa ser reconhecida por sua luta em prol da verdade, da justiça e da paz. Não podemos ser reconhecidos simplesmente por ser uma grande número de votos. Temos que ser o povo do amor ao próximo, o povo reconhecido pela honestidade de seus líderes, o povo que veio ao mundo para assim como Cristo cumprir a missão de Deus.

Somos o povo que vai morar no céu, mas a porta é Jesus Cristo, não vamos para lá mediante pagamento humano pois o grande preço já foi pago.

Pois coube a Deus dar seu Único Filho em amor e remissão dos nossos pecados.

Não há salvação sem remissão de pecados, e isso dinheiro nenhum no mundo compra. Não há milagre maior do que um ser humano reconhecer o senhorio de Cristo em sua vida.

Muitos líderes não se apercebem que sua teologia materialista influencia o mundo. É só avaliarmos a corrupção, a violência, o famoso jeitinho brasileiro que todo o mundo conhece. Precisamos ser o povo reconhecido no mundo por nossa fé, por nossa honestidade.

Tudo isso é reflexo de não produzirmos uma teologia, pois enquanto as igrejas históricas se especializaram em reproduzir a teologia europeia, os pentecostais e neopentecostais são reféns da teologia americana, uma teologia desvinculada da realidade sul-amaricana. É preciso despertar o povo evangélico brasileiro para produzir uma teologia que demonstre amadurecimento e o verdadeiro crescimento da igreja.

Me encorajo a dizer que é possível a produção de uma teologia pentecostal brasileira.

Para isso é preciso rever os verdadeiros valores do cristianismo, é preciso rever a educação religiosa da igreja, e urgentemente revermos o que é ser pastor e o que é ser um líder dentro do contexto cristão.

“Lamentável saber que muitos líderes evangélicos brasileiros são conhecidos no mundo afora por sua desonestidade, por suas mentiras, por suas heresias pregadas em contra-ponto ao Evangelho de Cristo”.

Esse é o grande desafio do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira: trazer ao debate, trazer à luz o verdadeiro Evangelho de Cristo. Dizer a todos que a igreja de Cristo é para um mundo que sofre. Denunciar o falso evangelho dos pregadores da teologia da prosperidade, que transforma o ser humano em objeto a ser explorado, para saciar a sede e ganância de líderes em sua desenfreada vaidade de consumir e viver os valores desse mundo. No Evangelho de Cristo, o maior é aquele que perde, é aquele que serve ao próximo, mesmo que para isso perca sua vida. No Evangelho de Cristo somos chamados a viver longe das tentações do mundo material, do mundo mágico, místico. Somos chamados a viver na verdade, longe da mentira e das armações e falcatruas do mundo.

Por que a igreja não pode lutar pelos que sofrem? Porque se aliou ao mundo, aos corruptos, aos que produzem o sofrimento dos pobres. Hoje temos milhões de pessoas sofrendo esmagadas pela corrupção, enquanto homens e mulheres que juraram lutar pelos que sofrem se aliam à maldade desse mundo. É preciso acrescentar ao vocabulário evangélico brasileiro palavras como amor ao próximo, caridade, solidariedade, compaixão, misericórdia, eucaristia, simplicidade. Palavras que venham substituir os chavões da teologia da prosperidade, para que muitos venham ter seus olhos abertos para as verdades da vida.

Pois a palavra “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará…” (Jo 8:32) Jesus disse aos fariseus, que acreditavam ser os donos da verdade, porém foram advertidos por Jesus para que abrissem seus olhos para a verdade, e não seguissem cegos em sua religiosidade e em sua união de mentiras com o mundo.

Que não sejamos lembrados pela mídia por divisões, escândalos, vergonhas diversas, mas que sejamos lembrados por nossa sinceridade, por nossa luta pela justiça em prol dos pobres e pequeninos na fé. Que sejamos lembrados pela luta da paz, pela união dos povos, pelo diálogo com os diferentes da fé.

Que sejamos lembrados pela busca contínua de uma espiritualidade inspirada pela revelação da Palavra de Deus. Que sejamos lembrados por nossa busca contínua do entendimento. Que sejamos proclamadores da liberdade, pela fé.

Que sejamos o povo da bíblia, que vive e faz a vontade de Deus, para sua Glória.

“O que dizer dos políticos da chamada bancada evangélica?”

Temos a missão de ser sal e luz para o mundo, mas seduzidos pelas tentações, deixamos de lado os valores cristãos para saciarmos nossas vaidades. O desejo material tem cegado a muitos líderes, que mesmo em meio à vergonha de muitos escândalos não se arrependem de seus atos. Não vamos nos calar, mesmo que isso custe nossas vidas. Não adiantam ameaças, não adianta violência, não vamos parar. Vamos prosseguir.

Para isso vamos empunhar nosso slogan em todo canto desse país:

“VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES, O $HOW TEM QUE PARAR”.

Hoje já somos vários grupos em várias cidades do Brasil. Nosso movimento cresce por força do Espírito Santo, pois é inexplicável o empenho de muitos que estão tendo seus olhos abertos para perceberem o falso evangelho que está sendo pregado.

Vamos continuar nosso trabalho que é árduo, solitário, porém vamos ser a voz profética de nossos dias, pois Cristo vive e veio salvar e libertar todos que estavam perdidos.

“Avivamento sem transformação social e cultural é festa com barulho, e nada mais”

Essa é a boa nova a ser anunciada em todo mundo.

A perca da identidade do povo de Deus

Texto: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. João 7:17

Introdução:

– Colocamos diante dos caros membros e leitores umas de nossas preocupações, algumas coisas que devemos levar em consideração seriamente,para não perder a identidade de verdadeiros filhos de Deus que ora pertencem ao corpo de Cristo.

– No texto acima, nas palavras de Jesus, existe um meio de identificar quem está na doutrina bíblica. Já dissemos em artigos anteriores que a Doutrina é de Deus, é do Eterno quando a mesma tem fundamento nos pronunciamentos feitos pela divindade. Há muitas coisas a expor, mas deixamos por agora, pois, nem todos estão preparados para alimentos pesados espiritualmente.

– Talvez o nosso tema seja um pouco exagerado, porque é um fato a perda de identidade de muitas denominações. Mas há outras que estão fazendo tudo para não perdê-la: divulgam, ensinam, põe em prática o que está em seu alcance fazer. São defensores da doutrina. Por estes damos graças ao Senhor milhares de vezes. Porque há uma necessidade de legitimar nossa identidade com Seus ensinamentos.

– A doutrina desta ou daquela denominação é por conta dela, como também a sua interpretação e a maneira que encara os ensinamentos de Deus, ensina e professa.

– Alguns só aceitam partes das Escrituras de acordo com as conveniências e se atem à profetas posteriores ao cânon bíblico.

– Uns escreveram sua própria bíblia, outros interpretam a sua maneira sem o conhecimento da santidade e severidade da doutrina de Deus e os mandamentos são deixados de lado.

– Outros exageram colocando pesadas cargas sobre seus seguidores. Para alguns, em algum momento, o (A.T) tem autoridade deve ser obedecido como o dízimo e outros ensinos de acordo com as conveniências. Para outros só é valido o (NT).

– O que Deus o Criador falou e deu como mandamento, não tem mais valor. Hoje, não se sabe mais quem é crente e quem não é. Não existe mais uma identidade nos vestuários, no linguajar, nos lugares freqüentados, nos adereços, na moda em geral, nos ritmos. O sincretismo é um mal avassalador.

– Muitos diriam que estão perdendo o tempo de pecar à vontade, guardando alguns pontos e tropeçando em outros, pois não existem mais leis, mandamentos, estatutos, preceitos. São salvos pela graça, (embora a graça não autorize pecar) não precisam de obras, (no sentido de guardar e observar preceitos e mandamentos, leis).

– O que foi dado ao Seu povo como referencial e para o mundo, meios de santificação, já não estão mais em vigor, pois, um é o Deus dos antigos e outro é o Deus do chamado novo testamento.

– Um verdadeiro paradoxo que confunde as pessoas, pois a Bíblia é uma só. O chamado (V.T) é à base da revelação, a base da santificação, a base do grande propósito salvífico do Eterno.

– Vamos expor neste artigo algumas considerações e esperamos que o estudante das Escrituras não passasse por alto. Se esforce em ser um bereano, de comprovar se as coisas são realmente como dizem as Escrituras. (At 17.11)

Propósito:

Alertar com respeito à obediência aos mandamentos do Senhor, estatutos, preceitos e ordenanças e não perder a nossa identidade como Seu povo.

Vamos considerar em primeiro lugar:

 

1) O AFASTAMENTO DAS VERDADES BÍBLICAS:

 

– Percebemos que a nossa falta de diligência, atenção e sensibilidade às coisas divinas, nos afastam do cumprimento das doutrinas que fazem a diferença entre os que observam e os que não observam; entre os que obedecem e os que não obedecem e colocam pretextos sem fundamentos bíblicos para não cumprir, obedecer e observar.

– (Mt 5.13-16) Alguém que se diz ser luz, suas atitudes são trevas, alguém que se diz ser sal, é insípido.

– Muitas vezes a oração de todos os dias, ministérios, estudos bíblicos que se usam para ensinar os outros, passa a ser uma rotina a qual vai se acostumando e a própria pessoa vai se empedernindo, vai se endurecendo e se tornando insensível. Muito cuidado quando as coisas se tornam rotineiras e vai perdendo a sua santidade e a seriedade que envolve.

– Oramos, porque alguém nos diz que devemos orar. Lemos a Palavra porque o nosso líder de célula, nos manda.

– Congregamos e entregamos os dízimos porque se não constar o nosso nome entre os dizimista alguém vai pedir conta. Fazem-se muitas coisas e se deixa de fazer outras. Deus exige que nada façamos para “vã gloria” .Tudo deve ser feito genuinamente com sinceridade e humildade para Sua gloria e deve ser completo, não pela metade.

– Há pessoas à procura da “Igreja perfeita”, perambula de uma comunidade a outra, encontra os mesmos problemas dos quais fugiu, ou às vezes cria outros tantos, promovem discórdia aonde vão, semeiam oposição contra os ensinamentos, outros querem impor suas formas de compreender sem absorver a visão da Igreja, querem fazer valer suas limitadas compreensão das Escrituras, que muitas vezes são até contra a Bíblia.

– Isto nos lembra um episódio acontecido com Billy Graham, quando uma irmã lhe disse que ainda estava buscando a Igreja perfeita para se filiar. Ao que ele lhe disse: Irmã quando a senhora encontrar não entre nela para não estragar.

– Em todo tempo encontramos também pessoas sinceras que com afinco, diligencia e sede pela verdade busca o conhecimento genuíno da Palavra, se submetem, obedecem e tem um crescimento espiritual comprovado e são chamadas para compor as colunas sustentadoras da comunidade; pessoas obedientes, humildes que se deixam ajudar, que aceitam a doutrina, são verdadeiros bereanos (Jo 5.39), procurando a Verdade para colocá-las em prática. São verdadeiros referenciais do Reino.

– Quanto às limitações e imperfeições dos outros, procuram ajudar, são pacificadores, ajudam o seu pastor no sustento da pesada carga de administrar a obra. Gloria a Deus mil vezes por estes que não perdem a sua identidade de leais e fieis.

– No entanto há de se entender que a raiz de toda oposição às doutrinas bíblicas é a ignorância, e o vírus do ante-semitismo, nunca tiveram acesso às verdades fundamentais, nem as estudam. As que se acentuam como verdade, não são.

– A contradição herdada, imposta pelos “teólogos” comprometidos com o mitraísmo e as decisões dos concílios, tem mais força sobre as verdades ensinadas pelo Eterno, para Ele seja a Gloria e a Honra para todo sempre.

– A mentira ensinada há séculos tem tentado destruir as verdades do Senhor. Educados nas escolas dominicais, nos seminários teológicos, comentários dos mais diversos torcendo a verdade.

– É muito mais fácil praticar o erro do que se sacrificar e viver a verdade que liberta. Bem a palavra diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”. II Tm 4.3

– Existe a Sã doutrina cujo fundamento e arquiteto é Deus. Existem ensinamentos, eivados de sincretismo religioso e outros até pagãos.

– Hoje se escuta até de “macumba evangélica”, se ouve até falar em sacrifício de galinhas em rituais “cristãos” que vão penetrando e corroem a maneira certa de servir a Deus e fazer a Sua vontade. Necessidade há que se volte aos antigos caminhos. (Jr 6.16)

– Vamos citar uma das doutrinas jogadas para fora do seu sentido santo e que deve ser observado estritamente, entre outros, pois queira ou não é LEI, é MANDAMENTO, a boca do Todo Poderoso as proferiu e os dedos do Grande Nome, Hashem, as gravou em tabuas de pedra e posteriormente como diz Paulo (Shaul) em nossos corações. (II Cor 3.3)

– O que foi escrito a Tito? “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes”.( Tt 1.9 e 2.1) “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina”.

– A sã doutrina começa na Torá, no Pentateuco e termina em Apocalipse. A sã doutrina tem o seu originador, que é Deus o Pai, HASHEM, o Elohim de Israel, o Criador dos céus e da terra.

– Tem um povo que a observa que espalhou pelo mundo todo o monoteísmo e as verdades da Tora, e Jesus Cristo foi o continuador com os seus apóstolos, o facilitador de todo esse compendio de ensinamentos, que hoje identifica seu povo, que remiu com o seu sangue e virá em breve buscar.

– A doutrina, ensinamento, instrução, há a que é Sã e a que não é Sã. Está doente, enferma, está contaminada com o vírus da mentira, da tradição, para dar corda ao bel prazer de contradizer, desobedecer e profanar as coisas santificadas pelo Eterno.

– A burrice humana é tanta que procuram tirar a santidade dada por Deus e torná-la comum, como se faz com o Sétimo dia, o sábado.

 

2) A OBSERVANCIA DO SANTO SÁBADO DE REPOUSO E SUA TRANSGRESSÃO

 

– O sétimo dia, o sábado, não foi invenção de Moisés, nem dos Judeus, nem dos sacerdotes ou dos profetas, muito menos de Cristo e os seus apóstolos.

– Ela é uma instituição do próprio Elohim, o Criador dos céus e da terra, o Pai de Yeshua há Mashiach= Jesus o Messias; uma das suas últimas obras criadoras, Ele separou o sétimo dia, o abençoou e o santificou. (Gn 2.1-3). O único mandamento que traz o carimbo do Criador, no qual Ele se identifica.

– Diante de tamanha determinação divina, o selo de santidade dada pelo Eterno, não perderia jamais sua benção e separação através dos séculos. Não poderíamos duvidar e muito menos transgredir ou não levar em conta como muitos hoje fazem.

– O sábado está sendo transgredidos na casa dos crentes, de todas as formas, dos que se dizem guardadores do sábado: Abastecendo seus veículos, comprando depois do por do sol de sexta-feira, (mesmo para as festas da Igreja), pagando, vendendo, tratando de coisas que profanam o santo sábado. Varrem, lavam roupa e louça, viajam com fins de lazer, falam em negocio, fazem pequenos consertos, vão ao restaurante. Isto e outras coisas que são feitas, não é obediência completa.

– Tudo o que é para Deus deve ser completo, não pode ser como o Rei Saul que disse para Samuel: Eu guardei, eu fui eu fiz, mas não era para perdoar o rei Agague nem trazer a oferta do espólio das anátemas que é abominação. Perdeu o reinado pela sua obediência incompleta. (I Samuel 15) Alguém diz: do meu lucro de sábado dou uma oferta gorda na Igreja. Não vale de jeito nenhum!

– O sábado figura em (Êxodo 16.22-30) como algo que Deus prima, tem zelo por ele, razão das Suas orientações de como na sexta feira, dia da preparação, se deve receber o sábado: A preparação dos alimentos, a preparação do espírito, o vestuário.

– Com isto podemos entender que tudo deve ser preparado na sexta feira, para que no dia sagrado não se transgrida e seja profanada a sua santidade.

– Muitas desculpas são apresentadas, totalmente do foro humano. Dificuldades em cumprir com o mandado Divino. Mas é Ele quem ordena. Que desculpa poderia eu apresentar a Deus? Como disse Eliú para Jó (33.12-13).

– Nesse mesmo livro no capitulo 20, ele é incluído no decálogo como decreto universal, versículos (8 a 11), vem caracterizado como lei, mandamento, ordem, estatuto perpétuo, isto é permanente. Jesus disse que o sábado foi feito por causa do homem, assim como a mulher, enquanto o ser humano existir, estas duas coisas vão co-existir, sábado e mulher.

– O grande dever do homem é respeitar. O mandamento e sua observância estarão em pé como dever do homem. Embora o malho dos contradizentes lhe desfira os golpes para esmigalhá-lo, esta firmada como rocha inalterável.

– O selo da santidade de Deus esta nele reluzente, homem nenhum pode tirar. Ele é repetido em (Deuteronômio 5.12.15).

– Nesta passagem ainda tem algo mais: a cada sábado comemoramos nossa libertação do Egito (o mundo) do cativeiro de Faraó (o diabo). “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado”.

– A doutrina da santificação do Shabat atravessa a Bíblia, chega até a época de Yeshua há Mashiach – Jesus o Messias – Ele observava, era seu costume, fazia as obras que no dia de sábado devem ser feitos; não é dedicar-se às obras matérias dos dias de semana, mas sim curar, ensinar, libertar os oprimidos.

– Após sua morte os seus discípulos continuaram a observância do sétimo dia. Nunca Jesus mudaria o que o Seu Pai santificou, abençoou e separou. Nem Deus, nem o Ruach Hakodesh = Espírito Santo, orientou para que se fizesse qualquer mudança. Os homens, sim o fizeram, profanando, transgredindo e ensinando outras pessoas a desobediência, em total oposição a Deus que disse: “Eu sou o Senhor vosso Deus; andai nos meus estatutos, e guardai os meus juízos, e executai-os. E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saiba que eu sou o Senhor vosso Deus”. (Ez 20-19-20).

– Diante desses textos: Que sinal de Deus você tem se não observa, não santifica o que Ele separou, abençoou e santificou? Quem é o teu Deus? Constantino, os chamados “pai da Igreja” apóstatas? Embora entre eles houvessem quem observasse este precioso mandamento entre os outros nove. Quem subestima a guarda do sábado, subestima o próprio Deus. Quando a pessoa respeita e guarda, honra o Deus que honra o sábado.

– Não se podem apresentar desculpas: Só na china há um milhão de guardadores do sábado. Trinta milhões de pessoas observam o santo sábado no mundo, isso só de uma denominação. Você faz parte destes? O que você tem feito para observar o dia santo do Senhor, diante de milhões de pessoas que não morrem de fome e até nos países onde não há liberdade religiosa, santificam o dia do Senhor?

Quem é o teu Deus? O meu Deus é esse que santificou o sétimo dia, que deixou em Sua santa lei escrita pelo Seu dedo este estatuto perpétuo.

 

3) IDENTIFICANDO AS CARACTERÍSTICAS DO AFASTAMENTO DAS DOUTRINAS:

 

– Temos um grave problema, hoje atestado em algumas entidades guardadoras do sábado: as pessoas estão se afastando do culto maior, que é observar o dia do Senhor e congregar, ir ao templo, pois no sábado de manhã se deve participar da Escola Bíblica, levar as crianças em sua escolinha, os jovens em suas classes, os adultos com suas lições e classes.

– Onde estão os que dizem que observam este mandamento no sétimo dia? Estão nos seus sítios, nos seus almoços familiares, no seu lazer, pescarias, churrascos com amigos, viagens ou cuidando de suas empresas? Estão atrás dos trocados que recebem a mais, que não são abençoados, porquanto os adquirem profanando a santidade do sétimo dia? As desculpas são muitas em detrimento da santificação, da obediência, do submetimento à ordem divina.

– Precisa-se entender que no sábado ir à reunião ir ao templo, ir ao adoratório, Deus chama de “SANTA CONVOCAÇÃO” – Vamos entender como uma obrigação:

– Leia o texto e entenda: “Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fará; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações”. Lev. 23.3

– Isto é mandamento, isto é para ser obedecido, isto é para ser cumprido no dia de sábado. O sábado não é nosso é do Senhor. Ele assim o ordena. Não podemos contradizê-Lo. Somos convocados, chamados, convidados a nos reunir! Leia os Salmos do Shabat: (29, 92, 93, 95,96,97,98,99,), esses salmos são os salmos cantados no sábado no judaísmo messiânico e ortodoxo. Ler e extrair as verdades nessas poesias é fantástico.

– Para os guardadores de sábado, a santa convocação é no sábado de manha, é o maior dia de festa, de adoração, louvores, testemunhos, ensinamentos através das lições bíblicas ministradas, congraçamento do povo de Deus.

– É o encontro da grande família de Deus, da comunidade, pais e filhos indo adorar ao Senhor, incutindo em seus filhos o santo costume de guardar e santificar com suas ações e atitudes. Nesse dia nossos adereços no vestuário devem ser recatados. O sábado não é um dia comum. É dia de santidade mais do que nos outros dias. Para as mulheres e homens, roupa decente, não com o seu umbigo de fora. Todos precisam estar com roupa limpas, corpo banhado, se possível perfumado, roupas de santidade – Santidade ao Senhor. Mas esta não é a realidade. Observem como as pessoas se estão apresentando nas Igrejas. Agrada-se Deus de nossos sacrilégios? Há insensibilidade na relação à santidade do dia e a maneira de se apresentar no templo, há muito tempo foi abandonado, ou simplesmente as pessoas nada entendem de santificar o que foi santificado pelo Eterno e o que é ser santo.

– O lugar de muitos que se dizem lideres ou pretendem ser, seu lugar no Adoratório está vazio no sábado. Por esta razão temos outros grandes problemas de mau testemunho. Os novos seguem o mesmo exemplo de desobediência, quebra de compromisso com Deus, falta de pontualidade, fidelidade, lealdade. Quando no batismo responde SIM, SIM a todas as perguntas de doutrina, mas no decorrer dos dias o Sim se transforma em Não. Profana a santidade do sábado e atrás disso vem outras transgressões.

– Alguns se afastam e dizem: nesta Igreja é muito difícil servir a Deus, o sábado é um cativeiro, é um jugo pesado Deixam de vir, se esquecem do seu Sim, de guardar o dia do Senhor. O sábado lhe é um pesado fardo, alguns chegam a dizer: não podemos ser oprimidos pelo sábado. Nós não ditamos as leis, a ordem vem de cima. Quem pode questionar Deus, pela ordem que Ele deu? Para muitos é jugo pesado por falta da confiança nEle, por falta de compreender o que é santificar. Não conhece Deus que deu o mandamento, que também dá o sustento, mas aquele que pela fé sacrifica e se abstém de profanar, sem transgrediu, está nas mãos do Eterno. Sua recompensa é receber a maior benção de Deus em sua vida. Alem do mais, tem a consciência tranqüila perante o Senhor. É identificado como filho, luz, sal referencial do Reino.

– O sábado é santo? Há jeito de negar isso? Só arrancando as folhas da bíblia e virando ateu. O sábado é mandamento, é lei do Eterno, quando Ele escreveu isso na pedra com o Seu dedo. Há dúvida disso, ou é uma fábula, um conto para incautos e menos favorecidos pelo conhecimento bíblico que aceitam os embustes?

– O sábado, o sétimo dia, é dia do Senhor, Ele o santificou. Você faz parte da família de Deus, tem parte com Abraão, Isaque, Jacó, com a semente de Davi? Tens parte com Jesus e os apóstolos? Queres a bem aventurança de Ap 22.14? Então vamos reagir pela nossa santificação e obediência. Que dizer das palavras de Isaías 56.4-8 e 58.13? Serias capaz de ler esses textos e entender o zelo do Senhor? E como entender o sentido escatológico de Is. 66.23. Tanta pergunta não é? O negócio é aceitar e obedecer.

 

4) COMPROMISSO COM A NOSSA IDENTIDADE DOUTRINARIA, VAMOS CRIAR RAIZES E SER FIEL E LEAL:

 

– O que nos diz as Escrituras Sagradas sobre criar raízes, sobre nossa edificação com seus devidos fundamentos?

“Arraigados e sobre edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças” (Cl 2.7 )- “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura e o comprimento, e altura e a profundidade”.(Ef. 3.17-18).

– É necessário que as raízes espirituais de cada indivíduo penetrem profundamente no conhecimento das doutrinas dadas pelo Eterno para que nossa identidade com a família de Deus não seja perdida.

– É uma necessidade urgente levar esta palavra até você. Preciso eu mudar, você também, pois se a nossa raiz não se aprofunda, os vendavais, as tormentas, os temporais avassaladores podem nos destruir, um inimigo feroz, a assimilação.

– Infelizmente muitos vão ouvir naquele dia: “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mt 7.23).

– Que decepção seria isto depois de tanta dedicação, tanto empenho, mas não foi completa a obediência, perdeu-se a identidade que caracteriza os que guardam Seus mandamentos e tem o seu testemunho.

– Nosso edifício espiritual está sobre o que diz a Palavra: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”. (Ef 2.20)

– Poe sentido na pedra. Nossa identificação doutrinária esta enraizada, fundamentada sobre: Os Profetas (Moisés está incluído como um dos maiores profetas que recebeu os oráculos do Eterno), os apóstolos, (guardadores do santo sábado, inclusive Shaul = Paulo apostolo) e de Jesus Cristo a principal pedra da esquina, que veio não para destruir, trocar, substituir, mas veio sim, dar o entendimento necessário para que nós saibamos cumprir.

– Louvamos a Deus pelos membros féis, homens e mulheres, jovens e até crianças; pelos abençoados guerreiros que se sacrificam em toda a sua atividade, com suas células, dão conta de suas responsabilidades, no ministério da música, da dança, do ministério para casais, dos ministros da Palavra, pastores, pastoras, presbíteros, diáconos e diaconisas, dos companheiros da oração no monte, dos que evidenciam no seu comportamento e conduta de praticarem a sã doutrina, são identificados como os que são alimentados com a seiva que vem da Oliveira que Deus plantou. (Romanos 11.17-19). Amém

Como você está? Medite um pouco só se você, é o mesmo, ou a mesma, de quando se converteu. Tem certeza que nada mudou? Reflita como está sua vida, caminhando para o céu? Ou está engando a si mesma? Pense nisto!

Reflexão: Crente sem compromisso não tem poder contra o diabo

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Edilson Marini
Colunista em Ajduk's

Sou o pastor Edilson Marini e há 21 anos eu pastoreio igrejas. Fui chamado ainda muito jovem, e hoje aos 40 anos tenho o meu próprio ministério na Igreja Pentecostal Restauração da Glória de Deus, em Tupã/SP.


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